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UM FESTIVAL PRA FICAR NA HISTÓRIA

6.9.2016

A coletiva para anúncio oficial do 49º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO teve início com uma celebração. O Secretário de Cultura, Guilherme Reis, fez questão de relembrar as várias ações que culminam no Festival, dos mecanismos de financiamento como o FAC – Fundo de Apoio à Cultura a um trabalho de formação de plateia: “Neste ponto, parabenizo o Sérgio Moriconi pelo belíssimo trabalho que vem fazendo à frente da programação do Cine Brasília. São ações como essas que preparam o ambiente do festival”. Reis anunciou ainda a criação da Medalha Paulo Emílio Salles Gomes, que será concedida, anualmente, a uma personalidade de destaque do cinema brasileiro e que, em sua primeira edição, será dada a Jean-Claude Bernardet, considerado por muitos como o mais influente crítico de cinema do País, que agora se dedica ao ofício de ator.

Também estiveram presentes à Sala Pompeu de Souza, da Secretaria de Cultura, o Coordenador Geral do Festival, Sérgio Fidalgo, o curador Eduardo Valente, o crítico e professor Sérgio Moriconi e a professora e pesquisadora Tania Montoro, que integram a comissão de organização. Fidalgo explicou que “o Festival está em pleno processo de mudança de um formato que incluía comissões de seleção para um outro, com curadoria própria”. E observou que, além das mostras instituídas, o evento contará com a Mostra Brasília e com o 2º Festival de Curtas-Metragens das Escolas Públicas de Brasília, que este ano homenageia Sérgio Moriconi. E saudou: “As duas mostras acontecem dentro da programação do Festival”.

Segundo o curador Eduardo Valente, que participou das comissões de seleção dos filmes de curta, média e longa-metragem das mostras competitivas, a proposta de aumentar de seis para nove longas em competição tenta contemplar um pouco o grande número e a imensa diversidade da produção cinematográfica brasileira. “Tirar seis longas de um total de 132 inscritos é muito difícil”, confessa. E continua: “O Festival precisava dar conta minimamente de apresentar essa produção, que abrange filmes de todas as regiões do País. Por isso, pensamos também nas mostras paralelas e nas sessões especiais. Com todas elas, teremos quase 30 longas, oferecendo um retrato bastante significativo da produção nacional nesse ano. No Festival, quem for ao Cine Brasília, das 10 da manhã à meia-noite vai ver cinema brasileiro”.

De acordo com Valente, os filmes que integram as mostras competitivas têm em comum o fato de instigarem a reflexão, cada um a sua maneira. “Alguns longas que estão nas mostras paralelas poderiam ter sido selecionados para as competitivas. Só não foram devido à opção de recorte que fizemos. Mas sua exibição em Brasília proporciona a oportunidade de o público ter um painel mais diversificado, aprofundado, completo da produção brasileira”.

Responsável, junto com Sérgio Moriconi, pela coordenação e concepção dos seminários, Tania Montoro ressaltou o fato de que este ano, pela primeira vez, os seminários estão em total sintonia com as mostras. E estas refletindo questões relevantes para a sociedade brasileira, como a questão de gênero, produção e dinâmica de produção audiovisual, economia solidária, distribuição, dentre vários outros temas presentes nos debates sobre cinema no Brasil. “Estamos mantendo a tradição e o formato, sempre inovando. Não se faz a modernidade com destituição”, destacou a realizadora.

Sérgio Moriconi argumentou que esta será uma edição história para o Festival, não só pelas mudanças que estão sendo feitas, mas também pelo momento político que o País está vivendo. “A tomar pelo perfil crítico e politizado do público de Brasília, nosso maior parceiro vai ser o Corpo de Bombeiros”, brincou, complementando: “Todas as nossas angústias como sociedade estão contempladas na programação”.



O 49º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO é presidido pelo Secretário de Cultura Guilherme Reis, com coordenação geral de Sérgio Fidalgo (Coordenador de Audiovisual), tendo Graça Coutinho como coordenadora adjunta e Eduardo Valente como curador. Integram, ainda, a comissão de organização do Festival, o crítico e professor de cinema, Sérgio Moriconi, e a professora, realizadora e pesquisadora de cinema da UnB, Tânia Montoro. P
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