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Debate do filme Sexo, pregações e política discute a legalização do aborto

22.9.2016
Debate do filme Sexo, pregações e política discute a legalização do aborto


 A produção do Rio de Janeiro, Sexo, pregações e política foi o primeiro filme apresentado na Mostra A POLÍTICA DO MUNDO E O MUNDO DA POLÍTICA, exibido em sessão paralela no 49º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO. Como o nome indica, a seleção de filmes se propõe a debater questões políticas contemporâneas no Brasil e no mundo. 

 

Dirigido pelos cineastas franceses, Aude Chevalier-Beaumel e Michael Gimenez, o longa-metragem procurou reunir fontes diversas envolvidas na questão da legalização do aborto no Brasil. Em forma de debate audiovisual, o filme contrapôs a opinião de políticos contra e a favor do projeto de lei que versa sobre a legalização da interrupção da gravidez na Câmara dos Deputados.

 

A produção também entrevistou ativistas feministas, trans e LGBT e líderes religiosos mobilizados pelo caso da carioca Jandira Madalegna dos Santos Cruz, morta durante uma sessão de aborto numa clínica clandestina. “Desde o início queríamos dar a palavra pra todo mundo. Nós procuramos as pessoas e fizemos perguntas sinceras sobre essas questões. Acho que os discursos que aparecem no filme são genuínos”, acredita a documentarista.

 

O debate realizado no saguão externo do Cine Brasília, com mediação do curador Eduardo Valente, mostrou uma plateia igualmente dividida sobre a questão. Uma educadora evangélica perguntou para a diretora qual era a intenção de se fazer um filme sobre o aborto. “A gente faz filme justamente para incentivar o debate, escutamos pessoas de vários lados e colocamos as questões para serem debatidas. Somente mostramos os vários lados da questão. O filme oferece várias respostas. Tudo depende da interpretação que se dá a elas”, respondeu a diretora. 

 

Vivendo há dez anos no país, a realizadora francesa se diz interessada em entender a cultura brasileira, principalmente, no que diz respeito às liberdades sexuais. “Todo estrangeiro ao chegar ao Brasil se pergunta se a imagem de um país com liberdade sexual é tão real assim? Em poucas semanas se percebe que a questão não é tão liberal”, acredita a diretora.

 

Coproduzida pelo Canal Brasil, a fita já tem exibição garantida em TV a cabo depois de cumprir uma maratona de festivais brasileiros. O longa-metragem também deverá ser distribuído no exterior. “Nosso desafio era fazer uma produção que pudesse interessar também ao público estrangeiro. E gostaríamos de alcançar a distribuição em outros países”, comentou Chevalier-Beaumel.

 

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