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ABERTURA CONTOU COM A EXIBIÇÃO DE CINEMA NOVO, DE ERYK ROCHA, E IMPROVÁVEL ENCONTRO, DE LAURO ESCOREL

21.9.2016
ABERTURA CONTOU COM A EXIBIÇÃO DE CINEMA NOVO, DE ERYK ROCHA, E IMPROVÁVEL ENCONTRO, DE LAURO ESCOREL

Quem esteve presente à noite de abertura do 49º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO, ocorrida ontem, terça-feira, 20 de setembro, teve o prazer de testemunhar duas verdadeiras aulas de cinema. De um lado, o show de imagens nas fotografias de José Medeiros e Thomaz Farkas cujas trajetórias são apresentadas e, de alguma maneira, unidas em Improvável Encontro, novo curta de Lauro Escorel. De outro, o impacto que ainda hoje geram as cenas dos filmes do movimento Cinema Novo, que dá título ao longa-metragem de Eryk Rocha.

Os dois realizadores estiveram presentes e fizeram rápidas falas ao público que lotou o Cine Brasília. Lauro Escorel dedicou seu filme ao crítico José Carlos Avellar, que faleceu recentemente, em março último. “Tivemos juntos a ideia desse filme”, revelou.

Eryk Rocha, que é filho de Glauber Rocha ressaltou que fazer a estreia brasileira do filme em Brasília é um fato especial: “O filme chega ao Brasil neste momento tão especial pelo qual o país está passando e justamente na cidade onde eu nasci”, disse.

Cinema Novo
chega trazendo o prêmio Olho de Ouro, concedido pelo Festival de Cannes. Em 90 minutos de imagens e trilha sonora fortes, o filme conta a história do movimento que renovou o cinema brasileiro, revelando nomes como Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Cacá Diegues e vários outros. São eles mesmo que conduzem a narrativa, em depoimentos recuperados e montados em formato de ensaio poético.

Mas mais do que apresentar a história de um movimento, como o próprio cineasta faz questão de afirmar, o filme promove um diálogo entre duas gerações do cinema brasileiro, levando para a tela a realidade de um período importante da história do Brasil. “Esse filme é uma carta de amor a uma geração apaixonada pelo cinema e que foi atingida pelo Golpe Militar, sendo tragicamente afetada por ele”, declarou Eryk Rocha no palco do Cine Brasília. E concluiu: “Dedico essa sessão a todas as pessoas que estão indignadas pelo que o Brasil está vivendo hoje”.


O 49º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO é presidido pelo Secretário de Cultura Guilherme Reis, com coordenação geral de Sérgio Fidalgo (Coordenador de Audiovisual), tendo Graça Coutinho como coordenadora adjunta e Eduardo Valente como curador. Integram, ainda, a comissão de organização do Festival, o crítico e professor de cinema, Sérgio Moriconi, e a professora de cinema da UnB, Tânia Montoro, responsável, nesta edição, pelos seminários. P
atrocínio do BNDES, Petrobras, Terracap e Banco de Brasília - BRB.  Apoio da Lei de Incentivo à Cultura, Sistema Fibra, Câmara Legislativa do Distrito Federal, Canal Brasil, Revista de Cinema, O2Pós, TV Globo. Realização:  Secretaria de Cultura do DF.

 


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